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Turistas querem mais do que o Porto: natureza, praias e aldeias abrem caminho à dispersão pela AMP
Turistas querem mais do que o Porto: natureza, praias e aldeias abrem caminho à dispersão pela AMP
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O Porto continua a ser a principal porta de entrada dos turistas internacionais na região, mas a experiência que procuram começa a ir mais longe. Natureza, praias, aldeias tradicionais e percursos pedestres estão entre as propostas com maior margem de crescimento e podem ajudar a levar a procura turística aos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP).


Essas foram as principais conclusões de um estudo sobre o perfil do turista internacional, segundo o qual a AMP tem margem para distribuir a procura turística pelos seus 17 municípios, aproveitando o interesse dos visitantes por experiências que atualmente têm uma expressão reduzida, mas que possuem oportunidades de crescimento.


Natureza e espaços naturais (13,9%), aldeias tradicionais (12,6%), praias atlânticas (12,2%), percursos pedestres (9,5%), Passadiços do Paiva (5,3%) e turismo industrial (4,8%) são alguns dos produtos com menor penetração entre os turistas internacionais mas com potencial para prolongar as estadas e levar visitantes para fora do núcleo urbano do Porto.


Segundo o estudo, encomendado pela AMP, o turista permanece, em média, 4,3 noites na região e apresenta um gasto médio de 730 euros por pessoa, incluindo o voo. Considera-se, por isso, que existe uma oportunidade para aumentar o valor gerado pelo turismo através da criação de experiências complementares ao tradicional circuito urbano.


A mobilidade confirma também essa possibilidade. Embora caminhar (64,1%), o metro (52,1%) e Uber/Bolt (40,3%) dominem as deslocações, 16,7% dos turistas recorrem a carro alugado, sinalizando um segmento com maior capacidade para explorar territórios mais afastados do centro do Porto.

Itália, Alemanha e Suíça destacam-se, entretanto, entre os mercados com maior propensão para experiências regionais, nomeadamente através dos cruzeiros no Douro, procurados por 48,3% dos italianos, 35,6% dos alemães e 31,2% dos suíços.


O estudo recomenda, por isso, a criação de itinerários de médio curso que integrem os municípios periféricos da AMP, acompanhados de uma oferta e comunicação adequadas aos diferentes mercados. A diversificação poderá ainda contribuir para responder a outro desafio identificado: apesar de 80,8% dos turistas recomendarem a região, apenas 56,8% manifestam intenção de regressar.

 

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