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O Primeiro-Secretário da Área Metropolitana do Porto (AMP), Agostinho Branquinho, defendeu a necessidade de assegurar a continuidade dos resultados alcançados com o Plano de Ação para as Comunidades Desfavorecidas, sublinhando que o encerramento deste ciclo de investimento não significa que os desafios sociais e territoriais estejam ultrapassados.
Na sessão de encerramento do encontro “Lisboa e Porto: Duas Metrópoles, Transformar Territórios”, realizado a 15 de outubro, na LX Factory, em Lisboa, Agostinho Branquinho salientou que programas desta dimensão exigem mais do que financiamento: “exigem pessoas, capacidade de organização, competências e, acima de tudo, cooperação”.
Para o Primeiro-Secretário da AMP, importa preservar e valorizar o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, garantindo a manutenção dos equipamentos, a consolidação das respostas sociais e a continuidade das redes de parceria. As desigualdades sociais e territoriais persistem, observou, e muitas das necessidades que estiveram na origem destas intervenções continuarão a exigir respostas nos próximos anos.
“O grande desafio que agora se coloca é assegurar que os resultados alcançados têm continuidade”, afirmou, defendendo também a importância de avaliar o impacto dos investimentos realizados, identificar oportunidades de melhoria e reconhecer as práticas que podem ser replicadas noutros territórios.
Agostinho Branquinho destacou igualmente o papel da cooperação entre municípios e da dimensão metropolitana das políticas públicas. E defendeu que, embora os problemas e as necessidades apresentem características próprias em cada território, existem desafios comuns que beneficiam de respostas articuladas.
Nesse contexto, considerou que as fronteiras administrativas não devem constituir um obstáculo à construção de soluções eficazes. O trabalho desenvolvido pelas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa demonstra, segundo o Primeiro-Secretário da AMP, o potencial desta cooperação entre regiões distintas, mas confrontadas com desafios semelhantes e com experiências que importa continuar a partilhar.
Agostinho Branquinho apelou, por isso, ao aproveitamento das parcerias estabelecidas e do conhecimento acumulado para aprofundar a colaboração entre as duas regiões metropolitanas.
Olhando para o próximo ciclo de programação e para os instrumentos de financiamento nacionais e europeus, Agostinho Branquinho defendeu: “Precisamos de continuar a investir na coesão social e territorial, valorizando abordagens integradas que respondam à complexidade dos problemas e respeitem especificidades de cada comunidade”, sustentou.
Na conclusão da sua intervenção, o Primeiro-Secretário da AMP destacou a dimensão humana do trabalho realizado e a importância de manter o compromisso com as comunidades. “Se há uma conclusão que podemos retirar deste dia é que o trabalho conjunto nos permite chegar mais longe e que será através da cooperação que podemos dar continuidade aos resultados alcançados”, afirmou.
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