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A Área Metropolitana do Porto (AMP) juntou técnicos dos 17 municípios para fazerem um ponto de situação do estado de execução dos seus projetos RecolhaBio/Norte 2030. O I Encontro Metropolitano permitiu indicar metas, dificuldades e prioridades na região, com vista a um aumento da recolha seletiva de resíduos urbanos, em particular dos biorresíduos (resíduos orgânicos biodegradáveis como restos de comida).
O I Encontro Metropolitano integra o novo programa Fórum AMP Inovação e Território, aprovado no plano e orçamento da AMP para 2026, que prevê reuniões regulares – de natureza política e técnica – para partilha de boas práticas, discussão de temas emergentes e reforço da governação à escala metropolitana.
Na primeira sessão, coordenada pelo secretário metropolitano Tiago Araújo, foi feito o enquadramento do papel da AMP na coordenação e apoio aos projetos municipais financiados pelo Programa RecolhaBio, do Fundo Ambiental, e pelo programa NORTE2030, que disponibilizam apoios para investimentos em recolha seletiva de biorresíduos, contentorização, viaturas, TIC e soluções de monitorização.
Durante o encontro, que decorreu na sede da AMP, foram apresentados também os objetivos estratégicos da iniciativa, que passam pelo reforço da cooperação técnica entre a AMP e os municípios na área dos resíduos urbanos, pela partilha e consolidação de conhecimento e por um aumento do trabalho conjunto sobre planeamento e execução de projetos de recolha seletiva de biorresíduos.
A iniciativa permitiu ainda identificar necessidades e constrangimentos técnicos que exigem resposta concertada. Esse diagnóstico servirá de base às próximas sessões do Encontro Metropolitano, orientadas para o desenho de soluções técnicas e de investimento mais informadas, tirando partido do conhecimento disponível ao nível metropolitano sobre contentorização, viaturas de recolha, sistemas de monitorização e tecnologias associadas.
Espera-se que, assim, seja possível fazer o mapeamento de necessidades e a elaboração de recomendações técnicas para a execução com sucesso de projetos de recolha seletiva de biorresíduos na AMP, contribuindo para o aumento das taxas de reciclagem, o desvio de resíduos de aterro e o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de biorresíduos.
Os biorresíduos são resíduos orgânicos biodegradáveis (restos de comida, cascas, detritos de jardim), cuja recolha seletiva é obrigatória em Portugal desde 1 de janeiro de 2024. São depositados no contentor castanho ou recolhidos porta-a-porta, transformando-se em composto orgânico (fertilizante) e energia verde, promovendo-se, assim, a economia circular.
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