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A Área Metropolitana do Porto (AMP) considera que o principal desafio, ao nível da mobilidade na região, passa por garantir que o transporte público funciona verdadeiramente como uma rede integrada, com qualidade, previsibilidade e facilidade de utilização. Para o secretário metropolitano, Tiago Araújo, tem que se colocar o passageiro no centro da organização do sistema.
“O desafio consiste em transformar a diversidade numa experiência integrada para o passageiro”, defendeu Tiago Araújo, num debate promovido pelo Município da Maia, que integrou a programação da Semana Europeia da Mobilidade 2026. O secretário metropolitano referia-se à diversidade de soluções de mobilidade existentes naquele concelho, que incluem o metro, o transporte rodoviário, a proximidade ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a articulação com os restantes municípios da Área Metropolitana.
Ao longo do debate, que reuniu, além do representante da AMP, a Transportes Metropolitanos do Porto (TMP), a STCP, Metro do Porto, Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeródromo da Maia, foi reforçada a importância de aprofundar a articulação entre as diferentes entidades e soluções de transporte, com vista ao reforço da rede metropolitana.
Tiago Araújo destacou também a necessidade de tornar o transporte público numa alternativa cada vez mais conveniente ao automóvel, considerando que a escolha do meio de transporte depende não apenas da oferta existente. “A prioridade não é apenas aumentar a oferta mas melhorar a qualidade da experiência: acesso, espera, viagem, transbordo e chegada ao destino”, considerou o secretário metropolitano.
Neste contexto, salientou que a rede UNIR, embora não disponha das mesmas condições funcionais e estruturais do metro do Porto, assegura um serviço público com bons níveis de eficiência durante grande parte do dia. Nos períodos de maior fluxo rodoviário, contudo, “a sobrecarga das vias pode condicionar o cumprimento dos horários e aumentar os tempos de viagem”, referiu.
Por isso, segundo Tiago Araújo, a reflexão sobre a mobilidade metropolitana deve acompanhar também a forma como se organiza o espaço público. O secretário metropolitano destacou a importância de se considerarem princípios associados ao conceito de “Cidade dos 15 Minutos”, promovendo territórios onde as deslocações de proximidade possam ser mais fáceis e onde o espaço público seja mais atrativo e adaptado às necessidades das pessoas.
A participação da AMP na iniciativa do Município Maia enquadra-se na estratégia metropolitana de reforço da mobilidade sustentável e de promoção de uma rede de transportes públicos mais integrada, eficiente e ajustada às necessidades dos cidadãos e dos territórios.
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