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Pedro Duarte vê como “um motivo de orgulho” que a AMP tenha conseguido desviar os pesados para a CREP
Pedro Duarte vê como “um motivo de orgulho” que a AMP tenha conseguido desviar os pesados para a CRE
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O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CMP), Pedro Duarte, considera que é “um motivo de orgulho para a Área Metropolitana do Porto (AMP)” ter conseguido o desvio da circulação de veículos pesados de mercadorias da VCI (Via de Cintura Interna) para a CREP (Circular Externa do Porto). Uma medida que visa atenuar os constantes constrangimentos na VCI, que resultou de um conjunto de recomendações enviadas ao Governo por um grupo de trabalho da AMP, que sugeriu, entre outras, a isenção do pagamento de portagens na CREP para esses veículos e a introdução de limitações à sua circulação na VCI.


“De facto, discutimos esta matéria logo no início do mandato. Recebemos o senhor ministro das Infraestruturas na AMP e comprometemo-nos, até ao final do ano, lhe entregarmos um documento com propostas, o que enviamos a 29 ou 30 de dezembro”, recordou Pedro Duarte, no final da reunião do CMP, que decorreu em Espinho.


Entre as propostas resultantes do grupo de trabalho da AMP, constavam a retirada de portagens na CREP e a introdução de limitações na VCI ao tráfego de pesados”, especificou Pedro Duarte, referindo que, depois disso, prosseguiram conversações com o Governo e a Infraestruturas de Portugal (IP), a “um nível mais técnico”, com vista a encontrar-se a melhor solução para a implementação daquelas medidas.


Durante essas conversas, concluiu-se que a introdução de portagens na VCI, para os pesados de mercadorias de atravessamento (em direção à A1, por exemplo), “levaria bastante mais tempo” a ser concretizada. A solução de se proibir a circulação daquele tipo de veículos, nos dias úteis entre as 7 e as 21 horas, permitiu agilizar a implementação da medida, que está prevista para entrar em vigor a 15 de setembro.


“Congratulo-me por haver uma resposta tão rápida e eficaz da parte do Governo. Esta decisão do Governo era uma reivindicação da AMP que tinha décadas e que concretizamos agora nos últimos meses. É mais um motivo de orgulho para o trabalho que estamos a fazer na AMP”, considerou Pedro Duarte.


O presidente do CMP sublinhou que, apesar da implementação daquelas duas medidas, os pesados de transporte de mercadorias vão continuar a conseguir entrar na cidade do Porto, através da VCI. Para o efeito, terão de pedir uma guia de autorização numa plataforma que está a ser criada.


“O acesso será fácil e rápido. Não prevemos que sejam milhares por dia. O grosso que temos de problemas de pesados na VCI são aqueles que atravessam a VCI entre o sul e o norte. Esses sim, queremos desviá-los para a CREP onde já sabemos que não temos portagens. É uma medida complementar ao fim das portagens na CREP, uma reivindicação da AMP desde o início do ano”, vincou Pedro Duarte.


O líder da AMP admite que aquelas duas medidas não vão resolver “todos os problemas da VCI”. “Estamos convencidos que vai ajudar porque, de facto, o tráfego de pesados durante o período do dia condiciona muito o tráfego naquela rede viária”, concluiu.


Fotografia: Andreia Merca/Câmara Municipal do Porto

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