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A Área Metropolitana do Porto (AMP) conseguiu, num tempo recorde, “recuperar o tempo perdido” no que toca à análise de candidaturas a fundos comunitários e vai alcançar, até ao final de julho, uma taxa de execução de 100% do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência). O anúncio foi feito por Pedro Duarte, no final da reunião mensal do Conselho Metropolitano do Porto.
“Na Área Metropolitana do Porto temos, de facto, uma situação que me enche de orgulho”, enfatizou Pedro Duarte, no final da reunião, lembrando que, há “umas semanas”, a “situação era bastante complexa”. O que motivou uma reunião com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e a criação de um grupo de trabalho.
Na altura, a AMP tinha “mais de 400 candidaturas pendentes”, ao nível do Norte2030. “Hoje em dia, temos 33 e vamos, até ao final de maio, resolver todas”, revelou o presidente do Conselho Metropolitano do Porto.
No que diz respeito ao PRR, a taxa média de execução da AMP é atualmente de 78%, quando a média nacional é de 61%. “Até 31 de julho, teremos 100% de execução das candidaturas, essa é a nossa previsão, estamos já com uma taxa muito interessante. Acho que também temos razões para estar orgulhosos porque conseguimos, em muito pouco tempo, pôr a casa a trabalhar de forma muito eficaz. Foi criado um grupo de trabalho, uma task force quase de emergência, para recuperar o tempo perdido e acho que hoje já podemos dizer que conseguimos recuperar”, enfatizou Pedro Duarte.
Quanto ao PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência), a AMP mostrou estar capaz de responder a um programa com duas vertentes. “Algumas têm a ver com questões de resiliência, muito associadas à Proteção Civil, por exemplo, mas outras são também transformacionais e, portanto, permitem aproveitar o PTRR para questões mais profundas”, sublinhou o presidente do Conselho Metropolitano do Porto, considerando que alguns dos 390 projetos apresentados pela região “são muito ambiciosos”.
“Daí também o valor ser muito significativo”, justificou, assim, Pedro Duarte a razão pela qual as medidas propostas pela AMP para o PTRR representarem um investimento de 5,5 mil milhões de euros.
Fotografia: Andreia Merca/Câmara Municipal do Porto
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