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A Área Metropolitana do Porto (AMP) pretende reforçar a segurança nas ruas e nos transportes do Grande Porto, criando uma rede metropolitana de videovigilância e botões de pânico, além de um centro de gestão de crises e de um observatório de segurança.
“A temática da segurança deverá ganhar um crescente protagonismo dentro da dinâmica metropolitana, uma vez que, face das evoluções sociais e demográficas atuais, nomeadamente nos grandes centros urbanos, carece de uma especial atenção de forma estruturada e com medidas transversais a toda a sub-região”, considera-se no Plano de Atividades para 2026 da AMP.
Para que se melhore a “perceção e efetivação” da segurança no Grande Porto, a AMP vai elaborar um Programa Metropolitano de Segurança, que prevê a criação de um Observatório Metropolitano de Segurança. Esse Observatório produzirá relatórios sobre a evolução da segurança e de novas tendências criminais, que poderão ajudar os municípios a desenvolver estratégias de design urbano ou a tomar decisões de prevenção, como o reforço de iluminação led inteligente em zonas críticas e a requalificação de zonas degradadas.
O Programa Metropolitano de Segurança inclui também a criação de uma Plataforma de Dados e Gestão de Crise, que irá centrar toda a informação como da PSP, GNR, ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil), UNEF (Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras), Bombeiros, INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) e municípios.
A ideia é que integre os dados das diversas plataformas num sistema único. Isso irá permitir “o controlo de mapas de ocorrências, tempos de resposta e localização de zonas críticas e de intervenção prioritária”. Deseja-se que, no futuro, essa plataforma dê origem a um Centro Metropolitano de Gestão de Crises, onde funcionará uma Sala de Comando Conjunta.
A pensar no reforço da segurança de pessoas e de bens, a AMP tenciona avançar com a criação de uma Rede Metropolitana de Videovigilância, que abranja sobretudo locais de risco.
“Sabendo da já real implementação no território, por parte de alguns dos municípios desse tipo de sistemas, bem como da intenção de alargar a rede, fará todo o sentido começar a integrar todos estes sistemas, de forma estruturada e supramunicipal, preparando, numa fase posterior, a sua integração na Plataforma Metropolitana de Dados de Segurança”, justifica-se no Plano de Atividades para 20206.
Mas a AMP também está preocupada com o reforço da segurança dos cidadãos do Grande Porto nos transportes públicos, nomeadamente nas estações e interfaces. Nesse âmbito, pretende aumentar o policiamento de visibilidade junto dos pontos e horários críticos e recorrer à videovigilância desses locais.
“Igualmente deverão ser desenvolvidas campanhas contra o assédio e o vandalismo dentro dos veículos, estações e terminais, podendo evoluir-se, numa fase posterior, para soluções mais avançadas como a criação de botões de pânico ou outra forma de assinalar situações anómalas”, prevê-se.
O Programa Metropolitano de Segurança inclui ainda programas de prevenção e de informação, como “bairros metropolitanos seguros” e literacia em segurança digital.
Fotografia: Andreia Merca/Câmara Municipal do Porto
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