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Na Área Metropolitana do Porto, existem algumas empresas com um nível organizativo e uma competitividade de médias empresas europeias, nalguns casos dispondo até já de estruturas próprias de I&D. Por outro lado existem algumas estruturas universitárias com prestígio internacional na área da Investigação.
Parece, ainda, que estão criadas condições para o aproveitamento de oportunidades que possibilite a conjugação de esforços no sentido de uma presença inovadora no contexto internacional, nomeadamente nas na área da Saúde, com prestigiadas estruturas de Investigação, como o IBMC e o IPATIMUP, e empresas fortemente investidoras em I&D, como a Bial, no sector Alimentar, com o empenho da Escola Superior de Biotecnologia, e fortes empresas, como a Unicer, a RAR e a Lactogal.
As engenharias emergentes, com apreciáveis estruturas de I&D, como o INEGI e o INESC, e empresas apostadas no desenvolvimento a nível internacional, como a EFACEC, a Salvador Caetano e a Siemens, as ciências e a economia ligada ao mar, com o laboratório associado CIMAR e uma indústria emergente no sector náutico, são ainda bons exemplos de áreas onde se podem constituir importantes "clusters" intensivos em tecnologia e mesmo inovadores a nível internacional.
Também nas Universidades mais jovens, como a do Minho e a de Aveiro, podem encontrar-se talentosos grupos de investigadores, constituindo suportes importantes na esfera da AMP. Mesmo nas áreas industriais mais tradicionais, como o Calçado, os Têxteis-Vestuário e o Mobiliário, também se encontram empresas com dimensão e, sobretudo, capacidade inovadora. Ainda nestas áreas se podem constituir importantes "clusters" intensivos em tecnologia e mesmo inovadores.
Isto não invalida que, como resultado da sua especialização da sua especialização em actividades produtivas tradicionais, com uma com uma força de trabalho relativamente desqualificada, bem como da debilidade da oferta de serviços de apoio às empresas, constata-se uma debilidade na competitividade da AMP.
Tendo em conta no entanto as condições anteriormente referidas, a par de outras como, a título de exemplo, a aposta continuada no empreendedorismo de base tecnológica, consideramos existirem as condições para uma especialização da região em actividades com potencial para criar para a competitividade, pois a Área Metropolitana está no centro do maior e melhor espaço de geração de conhecimento existente em Portugal, com elevado prestígio internacional.
Uma política de desenvolvimento económico constituirá, considerando estas e outras questões, uma condição de viabilização necessária da estratégia de inovação e internacionalização. Por outro lado procurar-se-á canalizar o potencial de conhecimento gerado para fomentar a criação de riqueza, promovendo a inovação, a fixação dos seus e de outros recursos humanos qualificados na região, dando boas condições de localização, nomeadamente às empresas. |